Arquivos de etiquetas: meu baú

Modernidade

13 dez

Em toda casa há um balaio em algum canto

Com restos de retalhos, lãs e linhas

Sobras de um xale, de luvas ou de um manto,

Pontos antigos de avós e de mãezinhas.

Novelos róseos de sonhos inocentes,

Tons mais sombrios de escarpas e rochedos,

Fios alaranjados de áridos poentes

Negros carretéis de lutos e de medos.

Dos vermelhos quase não restou mais nada

Consumidos nas paixões e nos desejos

Mas dos verdes há meadas em cortejos

Que a esperança jamais fica abandonada.

E há também azuis num leque de matizes

Desde o anil sem nuvens cor da flor de linho

Tingindo ingênuas horas tão mais felizes,

Ao profundo, misterioso azul-marinho.

Ah, pudesse a gente refazer bordados,

Inverter gregas, desmanchar cercaduras

O balaio encher de sonhos recriados!

Enfim não sei se jogo esse balaio fora

E lá coloco um mais veloz computador

Ou guardo esse teseouro minha vida afora

Freando o tempo a mudar tudo ao meu redor…

- Maria Cecília Graner Fessel

Onze Anos

27 ago

“Uma pessoa pode ter uma infância triste e mesmo assim chegar a ser feliz na maturidade… Da mesma forma que nascer num berço de ouro e sentir-se enjaulada pelo resto da vida.” (Charles Chaplin)

Ainda trago na memória os momentos de felicidade de cada época que vivi, quando vejo essa foto sinto-me transportar no tempo…

Seis anos

27 ago

“E a gente canta, a gente dança, a gente não se cansa de ser criança; a gente brinca na nossa velha infância…” (Arnaldo Antunes)

É a pura verdade, e por mais que o tempo passe, quando somos crianças não conseguimos ter noção do tempo, e quando crescemos é que lembramos o quanto éramos felizes naquela época que nossa vida era apenas brincar, brincar e brincar!

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.